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Marcas que procuram UGC creators em Portugal

Gonçalo CanhotoGonçalo Canhoto
12 min
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Marcas que procuram UGC creators em Portugal

Não existe uma lista pública e fiável de marcas portuguesas a contratar UGC creators — as que circulam no TikTok desatualizam em semanas. O que se consegue verificar é o tamanho do mercado: a Influee anuncia mais de 1.500 marcas em Portugal a comprar vídeos UGC só na plataforma dela. A forma fiável de chegar às restantes não é uma lista: é um método de prospeção com 5 canais, um pitch que recebe resposta e um acordo escrito antes de gravar. É isso que este guia dá, passo a passo.

A "lista de marcas" não existe — o mercado sim

Vamos ser honestos, porque quase toda a gente que escreve sobre isto não é: as listas de "20 marcas que aceitam UGC em Portugal!" que vês em vídeos do TikTok são partilhas da comunidade. Úteis como pistas, mas ninguém as verifica e morrem no mês seguinte. E os estudos de mercado sobre influencer marketing em Portugal que circulam em artigos não estão publicados em nenhuma página aberta que possas confirmar — por isso não os vais encontrar aqui.

O que está verificável, à data de agosto de 2026, na página portuguesa da Influee:

  • mais de 1.500 marcas em Portugal a comprar UGC na plataforma;
  • 10.000+ criadores portugueses anunciados na mesma página;
  • vídeos UGC vendidos às marcas a partir de 67 €.
Uma única plataforma com 1.500+ marcas compradoras é o sinal que interessa: as marcas existem aos milhares, só não estão listadas num balcão único. E repara na proporção anunciada — 10.000 criadores para 1.500 marcas dentro do marketplace. É exatamente por isso que o pitch direto, fora do marketplace, é onde se ganha dinheiro: menos concorrência lado a lado e nenhuma comissão pelo meio.

Se ainda estás a montar as bases (o que é UGC, equipamento, primeiros vídeos), começa pelo guia de como ser UGC creator e volta cá.

Os 5 canais para encontrar marcas, comparados

CanalEsforçoPotencial de preçoMelhor para
1. Marketplaces (Influee, Collabstr)BaixoBaixo (média de $67 por vídeo em Portugal)Primeiros projetos, ganhar reviews
2. Bibliotecas de anúncios (Meta, TikTok)MédioAltoEncontrar quem já paga por criativos
3. Comunidade #ugcportugalBaixoVariávelPistas, PR de principiante, networking
4. Pitch direto (email/DM)AltoO mais altoProjetos de €150+ e recorrência
5. Referências de clientesBaixo (após o 1.º cliente)AltoEscalar sem prospetar
Fonte dos preços de marketplace: página de Portugal da Influee (média de $67 por vídeo de 30s, calculada sobre campanhas ativas). Os intervalos de pitch direto são os canónicos do cluster, em quanto cobrar por UGC.

1. Marketplaces: o balcão que existe mesmo

O único sítio onde há marcas literalmente à espera de criadores portugueses são os marketplaces — e para Portugal isso significa sobretudo Influee e Collabstr (a página de preços da Collabstr indica uma comissão de 15% sobre o payout do criador — confirma no site oficial antes de aceitares um projeto). Preços nivelados por baixo, mas briefs reais desde a primeira semana. A análise completa de quem aceita criadores portugueses — e quem não aceita, como a Billo e a JoinBrands — está em plataformas UGC para criadores em Portugal.

Usa-os pelo que são: a forma mais rápida de teres 3 casos reais no portfólio. Não pelo que não são: um plano de carreira.

2. Bibliotecas de anúncios: encontra quem já está a pagar

O filtro mais inteligente que podes aplicar: uma marca que já paga anúncios precisa de criativos em fluxo constante. Não tens de a convencer do valor do UGC — só de que deves ser tu a produzi-lo.

Como fazer, na prática:

  • Abre a biblioteca de anúncios do Meta (pública e gratuita — pesquisa "Meta Ad Library") e procura marcas portuguesas do teu nicho. Quem tem dezenas de anúncios ativos investe a sério em criativos.
  • Faz o mesmo na biblioteca de anúncios do TikTok e guarda todos os anúncios de marcas PT que te aparecerem no feed durante uma semana. Os que têm estética UGC já compram o formato; os que só têm produção de estúdio são oportunidade de pitch.
  • Monta uma lista de 30 marcas: nome, produto, tipo de anúncios que correm, e o que farias diferente.
Esta lista de 30 é a tua matéria-prima para o canal 4.

3. A comunidade #ugcportugal

A comunidade UGC portuguesa no TikTok e Instagram partilha ativamente oportunidades, marcas que enviaram PR e experiências com plataformas — procura #ugcportugal e segue quem está um passo à tua frente. Duas utilidades reais: pistas de marcas abertas a principiantes, e visibilidade — publicar os teus spec ads com a hashtag faz de ti alvo de marcas que andam à procura (sim, também elas pesquisam a hashtag).

Aviso de utilidade: trata tudo o que lá vês como pista a verificar, não como facto. E não caias no ciclo de "criadores a criar conteúdo sobre criar conteúdo" — a hashtag é ferramenta de prospeção, não o teu mercado.

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4. Pitch direto: onde estão os projetos bem pagos

É o canal com mais atrito e o que paga melhor, porque não há intermediário nem concorrência lado a lado — a secção seguinte dá o processo completo, do email ao follow-up.

5. Referências: o canal que se constrói sozinho

A partir do terceiro cliente, o canal mais barato é pedir: "conheces outra marca que precise de criativos?". O setor do marketing em Portugal é pequeno — os gestores de performance conhecem-se, mudam de empresa, levam fornecedores com eles. Entrega bem, pede testemunho no dia da entrega, e pergunta pela referência um mês depois, quando os resultados dos ads já apareceram.

Script literal, por email: "Fico contente que os vídeos estejam a converter. Trabalho por referência — se conheceres alguém noutra marca que precise de criativos para ads, apresenta-nos que eu trato do resto." Uma frase, zero pressão, e planta a semente no sítio certo.

O pitch por email e DM que recebe resposta

Encontra a pessoa certa. Não escrevas para o email geral. Procura no LinkedIn quem gere marketing, digital ou performance na marca. Em marcas pequenas, escreve ao fundador — responde mais depressa. Em DM de Instagram, escreve à conta da marca só quando não encontras a pessoa; e nesse caso pede o contacto certo em vez de despejar o pitch inteiro.

Escreve curto. Assunto do email incluído: "Vídeos UGC para os vossos anúncios — 2 exemplos" abre; "Proposta de parceria 🤝" morre na caixa de entrada. O pitch que recebe resposta tem 5 linhas:

  • Porquê esta marca, especificamente ("vi os vossos anúncios no TikTok das últimas semanas…");
  • O que fazes, numa frase ("crio vídeos UGC para anúncios — estética real, feitos para converter");
  • Prova: link do portfólio com 2 exemplos do setor deles logo no topo;
  • Proposta concreta: "3 vídeos de teste com 2 hooks cada por €X" ou call de 15 minutos;
  • Assinatura com um link único — um link na bio com portfólio e packs com preço faz o trabalho todo.
Se a marca pedir números de audiência, tens a resposta pronta num media kit de uma página — mas em UGC o portfólio pesa mais do que os seguidores.

Follow-up único após 5–7 dias úteis, no mesmo fio de email, com uma frase nova (um exemplo recente, uma ideia para um anúncio deles). Depois segue em frente — o não-respondeu de hoje é o cliente de daqui a 3 meses se continuares a aparecer.

Volume realista: 10 pitches por semana. Expectativa honesta, como regra de planeamento e não como estatística de mercado: com portfólio bom e pitch personalizado, conta com uma resposta por cada dez a vinte envios — 2 a 4 conversas por mês. Parece pouco; chega para arrancar. Regista tudo numa folha simples (marca, pessoa, data, estado): sem registo, o follow-up morre — e é no follow-up que se fecham negócios.

Direitos de utilização e acordo escrito

É aqui que os principiantes perdem mais dinheiro. Um vídeo UGC não é só o ficheiro: é também quem o pode usar, onde e por quanto tempo. O guia de preços da Influee documenta a prática de mercado para estes extras:

ExtraPrática de mercadoFonte
Direitos de utilização (usage rights)+30–50% do valor baseGuia de preços da Influee
Whitelisting / Spark Ads~30% do valor base, por mêsGuia de preços da Influee
Variações de hook/CTA~$50 por variaçãoGuia de preços da Influee
Urgência (rush fee)+25–50%Guia de preços da Influee
Nota: dentro dos marketplaces a regra pode ser outra — a homepage portuguesa da Influee vende às marcas "revisões ilimitadas e direitos de uso" incluídos no preço, o que explica parte da diferença de preço entre marketplace e pitch direto. Quando vendes diretamente, os direitos são teus para negociar.

Para projetos pequenos não precisas de um contrato de 10 páginas — precisas de um email de confirmação antes de gravar, com 6 pontos:

  • Entregáveis: nº de vídeos, duração, formato (9:16, 16:9), com/sem legendas;
  • Prazo de entrega e o que a marca tem de enviar (produto, brief, acessos);
  • Rondas de revisão incluídas (uma; a segunda é paga);
  • Direitos de utilização: canais (ads pagos? orgânico?) e duração (3, 6, 12 meses);
  • Preço, e se inclui ou não os direitos;
  • Pagamento: quando e como (ver secção seguinte).
Só avanças quando a marca responder "confirmado" por escrito. Em projetos maiores, com exclusividade de categoria ou períodos longos, pede contrato formal — e lê a cláusula de direitos duas vezes.

Na prática em Portugal: 3 cenários

Contas próprias sobre taxas verificadas (Stripe: cartões europeus 1,5% + €0,25 por transação, preçário Portugal):

  • Pack de 3 vídeos por €300, fechado por pitch direto, cobrado num link de pagamento próprio: taxa Stripe €4,75 → recebes €295,25. O mesmo projeto num marketplace com 15% de comissão ao criador deixa-te €255 — a diferença paga o tempo de prospeção.
  • Recorrência mensal: uma marca a comprar 4 vídeos/mês a €120 são €480. Se os anúncios correm em canais pagos e cobras direitos de utilização a 30% do base, somas mais €144 — €624/mês de uma única marca. É por isto que o plano de prospeção aponta à recorrência, não a projetos soltos.
  • Principiante: os primeiros projetos em marketplace pagam perto da média portuguesa ($67/vídeo na Influee); em pitch direto, o canónico português é €50–€150 por vídeo e sobe para €150–€400+ com portfólio — os números completos, extras incluídos, estão em quanto cobrar por UGC em 2026. O intervalo típico internacional documentado pela Influee ($150–$300 por vídeo) serve de teto de referência, não de ponto de partida em Portugal.

Receber de uma empresa portuguesa implica fatura ou fatura-recibo, e isso implica atividade aberta nas Finanças — o processo está explicado em abrir atividade para vender online. Para emitir, o InvoiceXpress tem plano gratuito com 1 documento por mês, suficiente para o primeiro cliente.

O truque que reduz atrasos: envia a fatura junto com um link de pagamento. Em vez de "transferência para o IBAN em 30 dias", a marca abre o link e paga na hora por MB WAY ou cartão — o link de pagamento com MB WAY é o formato que os clientes portugueses reconhecem. E quando o teu pitch já traz packs com preço fechado e botão de pagar, em vez de "orçamento sob consulta", o negócio fecha em dias.

É para isso que serve uma página Shelf no teu pitch: portfólio, packs UGC com preço e checkout MB WAY/cartão num link só, com 0% de comissão da Shelf sobre o que fechares — €29/mês (ou €99/ano), pagas só a taxa Stripe. O que a Shelf não faz por ti: encontrar as marcas e fazer o follow-up — não tem CRM nem email marketing nativo. Esse trabalho é o método deste artigo; o resto do stack (edição, organização, folha de prospeção) está em ferramentas para UGC creators.

Quando o pitch direto NÃO é o canal certo

  • Sem portfólio: pitch sem 3 exemplos sólidos queima contactos. Faz primeiro 2–3 spec ads ou projetos de marketplace.
  • Sem tempo para o funil: 10 pitches/semana + follow-ups são 3–4 horas semanais. Se só tens 1 hora, fica no marketplace até teres margem.
  • Setores regulados (farmacêuticas, financeiras, jogos de fortuna): os criativos passam por compliance e os ciclos são longos — não é terreno de principiante.
  • Marcas que não anunciam: se não têm anúncios ativos nas bibliotecas, vais ter de vender primeiro a ideia de UGC e só depois o teu serviço. Deixa-as para quando tiveres casos com resultados.

Veredicto: o teu plano de prospeção

  • Semana 1–2: regista-te na Influee, monta a lista de 30 marcas nas bibliotecas de anúncios, segue #ugcportugal, prepara o email-tipo de acordo (os 6 pontos).
  • Semana 3–8: 10 pitches diretos por semana, com portfólio e packs com preço no link. Marketplace em paralelo para garantir faturação mínima.
  • Mês 3+: pede referências a cada entrega, transforma os melhores clientes em recorrência mensal (4–8 vídeos/mês) com direitos de utilização cobrados à parte, e reduz o peso do marketplace.
As marcas compradoras existem aos milhares — só numa plataforma são mais de 1.500 em Portugal. A diferença entre quem fecha e quem desiste não é a lista secreta de marcas: é o método aplicado durante 8 semanas seguidas, com acordo escrito e fatura no fim.

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Perguntas frequentes sobre Marcas que procuram UGC creators em Portugal

Que marcas contratam UGC creators em Portugal?+

Não existe uma lista pública fiável de marcas portuguesas com programas UGC abertos — as listas que circulam no TikTok são da comunidade e desatualizam em semanas. O sinal de mercado verificável: a Influee anuncia mais de 1.500 marcas em Portugal a comprar vídeos UGC na plataforma. A forma fiável de encontrar as restantes é o método: bibliotecas de anúncios, pitch direto a quem já paga por criativos e referências.

Como encontro marcas para trabalhar como UGC creator?+

Cinco canais funcionam de forma consistente: marketplaces abertos a criadores portugueses (Influee, Collabstr); as bibliotecas de anúncios do Meta e do TikTok, para identificar quem já paga por criativos; a comunidade #ugcportugal, onde se partilham oportunidades; pitch direto por email ou DM; e referências de clientes anteriores. O pitch direto é o canal que gera os projetos mais bem pagos e a recorrência.

Como fazer pitch a uma marca para UGC?+

Curto e concreto, em 5 linhas: porque escolheste aquela marca (com referência aos anúncios dela), o que fazes numa frase, link do portfólio com 2 exemplos do setor dela no topo, proposta específica com preço ou convite para call de 15 minutos, e assinatura com um link único. Envia ao responsável de marketing (procura no LinkedIn) e faz um follow-up único após 5 a 7 dias úteis.

O que são direitos de utilização e quanto se cobra?+

São a autorização para a marca usar os teus vídeos em anúncios pagos, por um período e canais definidos. O guia de preços da Influee documenta a prática de mercado: direitos de utilização somam 30–50% ao valor base do vídeo, e whitelisting/Spark Ads (anúncios a correr na tua conta) cobra-se cerca de 30% do valor base por mês. Nunca entregues direitos ilimitados de graça — é onde está a margem.

Preciso de contrato para vender UGC a uma marca?+

Para projetos pequenos, um email de confirmação escrito serve como acordo: entregáveis (nº de vídeos, duração, formato), prazo, rondas de revisão incluídas, direitos de utilização (canais + duração), preço e condições de pagamento. Só avanças depois de a marca responder "confirmado" por escrito. Em projetos maiores ou com exclusividade, pede um contrato formal e lê a cláusula de direitos com atenção.

Preciso de passar fatura para receber de marcas?+

Sim — em Portugal, para receber de uma empresa precisas de emitir fatura ou fatura-recibo, o que implica atividade aberta nas Finanças. Programas certificados como o InvoiceXpress têm plano gratuito com 1 documento por mês, suficiente para o primeiro cliente. Emite a fatura e envia junto um link de pagamento: fecha o circuito no próprio email e reduz os atrasos.

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Gonçalo Canhoto

Sobre o Autor

Gonçalo Canhoto

Fundador da Shelf · Empreendedor Digital

Empreendedor português com mais de 8 anos de experiência em marketing digital e e-commerce. Criou a Shelf.pt para resolver um problema que viveu na pele: a falta de ferramentas locais para criadores portugueses venderem produtos digitais com métodos de pagamento como MBWay e cartão.

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