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A REDUNIQ é o maior acquirer português (marca da Unicre, mais de 149 mil terminais) e, ao contrário do que se lê por aí, publica preços: o preçário de 12 de agosto de 2026 fixa máximos de 1,50% no TPA, 2,25% + 0,35€ em cartões online e 15–50€/mês no plano Easy. Vale a pena para negócios físicos com volume ou que precisem de JCB, UnionPay e Diners; para vender online a começar, há alternativas mais baratas e sem ciclo comercial. Abaixo, os números, a reputação e as contas feitas.
REDUNIQ em 30 segundos
A REDUNIQ é a marca de aceitação de pagamentos da Unicre – Instituição Financeira de Crédito, SA, supervisionada pelo Banco de Portugal. Foi a primeira empresa a aceitar cartões em Portugal e, à data de agosto de 2026, apresenta-se com mais de 50 anos de atividade, +149 mil terminais aderentes, +57 mil empresas clientes e +800 milhões de transações por ano (números do próprio site).
Veredicto curto: é um acquirer nacional sólido, com uma oferta de métodos que ninguém iguala em Portugal, e um preçário público que define tetos, não o teu preço final. Empresa estabelecida com volume? Faz sentido pedir proposta e negociar abaixo desses tetos. Negócio pequeno ou criador a começar? Há alternativas onde sabes o preço exato antes de falar com alguém e começas hoje.
O que a REDUNIQ oferece em 2026
No físico (a praia deles):
- REDUNIQ Smart, TPA clássico para restauração, clínicas, hotelaria e retalho;
- REDUNIQ Easy, terminal gratuito com mensalidade fixa e sem taxa por transação até 7 500€/mês (detalhe abaixo);
- REDUNIQ Soft, o telemóvel Android (9 ou superior, com NFC) transformado em TPA, "sem mensalidade", ativação em minutos.
No online:
- REDUNIQ E-Commerce, gateway com plugins para Shopify, WooCommerce, PrestaShop, Magento (300+ integrações), PCI-DSS e crédito das vendas em até dois dias úteis, segundo a página oficial;
- Pay by Link, links de pagamento por e-mail, SMS ou WhatsApp, sem loja online, com 3D Secure e recorrência, o conceito que explicamos no guia de links de pagamento;
- Solução Marketplace, para plataformas que agregam vários vendedores (5€/mês por vendedor no preçário).
Métodos aceites (verificado em agosto de 2026): Multibanco, MB WAY, Visa, Mastercard, Maestro, Apple Pay, Google Pay e, raro no mercado português, JCB, Diners, Discover, UnionPay e Amex; nas soluções online e no Easy juntam-se PIX, PayPal e Alipay. Soma ainda DCC (conversão dinâmica de moeda) e pagamentos em prestações via "Parcela Já com UNICRE". Se recebes turistas asiáticos ou americanos, esta amplitude é um argumento real.
O preçário existe (e diz mais do que parece)
Aqui está o ponto que a maioria dos artigos erra: a REDUNIQ não esconde as taxas. Como instituição financeira, é obrigada pelo Aviso 8/2009 do Banco de Portugal a publicar o Folheto de Comissões e Despesas, e ele está no site, preçário em vigor desde 12 de agosto de 2026. O que o preçário publica são valores máximos, com uma nota a dizer que pode ser acordada uma TSC (taxa de serviço ao comerciante) inferior. Ou seja: sabes o teto, negoceias o resto.
Os números que interessam, todos + IVA:
| Rubrica (preçário REDUNIQ, máximos) | Valor | Fonte |
|---|
| TSC TPA, cartão débito particular EEA (Visa/MC) | 1,50% (mín. 0,05€/transação) | Preçário 12-08-2026, pág. 2 |
| TSC TPA, cartão crédito particular EEA | 1,60% | idem |
| TSC TPA, não-EEA, JCB, Diners, Discover, UnionPay | 2,35% a 3,00% | idem |
| TSC TPA, Multibanco (débito) e PIX | 1,50% | idem |
| Mensalidade TPA fixo (Standard) | 12,29€ a 17,99€ | pág. 1 |
| Mensalidade TPA móvel (Standard) | 20,49€ a 49,99€ | pág. 1 |
| Receita mínima de TSC | 75€ por trimestre e estabelecimento (não se aplica ao Easy) | pág. 1, nota 5 |
| TSC E-Commerce, cartão particular EEA | 2,25% + 0,35€ | pág. 3 |
| TSC E-Commerce, cartão empresa / não-EEA | 2,75% / 3,20% + 0,35€ | pág. 3 |
| TSC E-Commerce, MB WAY | 0,90% + 0,35€ | pág. 3 |
| Mensalidade REDUNIQ E-Commerce | 19€ por loja virtual | pág. 2 |
| Mensalidade MB WAY (online) | 5€ | pág. 2 |
| Referências Multibanco (Pagamento de Serviços) | 0,80% (0,05€–0,60€) + 0,17€ ou 0,21€ | pág. 4 |
E o REDUNIQ Easy, que tem tabela própria na página do produto: terminal e adesão gratuitos (adesões desde 12/05/2025), sem fidelização, sem receita mínima, e mensalidade por faturação mensal em cartão:
| Faturação mensal | Mensalidade Easy (+ IVA) | Taxa por transação |
|---|
| até 2 500€ | 15€ | 0% |
| 2 501€ a 5 000€ | 30€ | 0% |
| 5 001€ a 7 500€ | 45€ | 0% |
| acima de 7 500€ | 50€ | 1,5% sobre o excedente |
Fonte: reduniq.pt/aceitar-pagamentos/loja-fisica/easy, consultado a 18 de agosto de 2026.
Três leituras práticas:
- O teto do TPA é competitivo. 1,50% em débito é a mesma percentagem que a Ifthenpay cobra online (mais 0,20€ fixos) e está na linha dos TPAs móveis "sem mensalidade" (confirma no site de cada um). Uma empresa com volume negoceia abaixo disso.
- Online, o teto é caro. 2,25% + 0,35€ em cartão e 0,90% + 0,35€ em MB WAY, mais 19€ + 5€ de mensalidades, é o dobro ou o triplo do que pagas na Ifthenpay ou na Stripe sem negociar nada.
- A receita mínima de 75€ por trimestre e as mensalidades de terminal fazem do REDUNIQ clássico uma má escolha para quem fatura pouco em cartão. Foi por isso que nasceu o Easy.
Custos que não aparecem na primeira página
A secção de aceitação de pagamentos do preçário tem seis páginas e as últimas são as que doem:
- Chargeback por fraude imputável ao comerciante: 15€ por ocorrência.
- Não devolução do terminal ou dano irreparável: 200€.
- Caixa extra de 30 rolos: 25€ (a REDUNIQ envia uma caixa grátis por cada 2 400 transações).
- Deslocação de técnico para instalação da Solução de Pagamentos Integrados: 500€.
- Custo anual por NIF em atividades "high-risk" (telecomunicações, farmácia, tabaco, brokers): 500€.
- Subscrição DCC por estabelecimento: 50€.
Nada disto é escandaloso para um acquirer, mas soma: um café com 1 000€/mês em cartão no plano clássico paga 15€ de TSC, 12,29€ de TPA e ainda o acerto para os 75€ trimestrais de receita mínima. No Easy pagaria 15€ e mais nada.
Opiniões: o que dizem os clientes (e o que vale)
Não há uma base pública de reviews robusta só da REDUNIQ, e as opiniões misturam-se com as da Unicre enquanto emissora de cartões (Unibanco). O sinal público mais consistente é o Portal da Queixa, onde a marca "Unicre" tinha, a 18 de agosto de 2026, Índice de Satisfação de 28,6/100 ("Fraco"), taxa de resposta de 9,4% e tempo médio de resposta "superior a 15 dias". As queixas que dizem respeito à REDUNIQ repetem três temas: cobrança de mensalidade de terminal já devolvido ou inexistente, avarias de TPA com resposta lenta e dificuldade em falar com alguém.
Lê isto com contexto: o índice agrega cartões de crédito e acquiring (muitas queixas são sobre cartões Unibanco, não sobre TPAs), quem está satisfeito não vai ao Portal da Queixa, e 149 mil terminais geram mais queixas em absoluto do que um operador com 5 mil. Ainda assim, o padrão "cobrança após rescisão" repete-se: guarda o comprovativo de devolução do terminal e a data de cancelamento por escrito.
A favor, o que se confirma:
- Solidez institucional. Instituição financeira supervisionada pelo Banco de Portugal, meio século de mercado e a primeira a aceitar cartões no país.
- Amplitude de métodos. JCB, UnionPay, Diners, Discover, Amex, PIX, Alipay e prestações no mesmo contrato.
- Preçário público com tetos, coisa que nem todos os concorrentes "enterprise" têm em página aberta.
- Easy e Soft trouxeram um produto sem fidelização e sem receita mínima ao pequeno comércio.
Contra, o que também se confirma:
- Adesão com ciclo comercial. Formulário online, validação e assinatura eletrónica de contrato; o site não publica prazo de ativação, pergunta antes de contares com ele.
- Online caro sem negociação. Os tetos do E-Commerce estão muito acima do mercado self-service.
- Reputação de apoio ao cliente fraca nos canais públicos, sobretudo em rescisões e avarias.
- Feito para empresas. Precisas de atividade aberta e conta bancária do negócio; não serve para testar uma ideia ao fim de semana.
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REDUNIQ vs Stripe, Ifthenpay, Eupago e Easypay
Para vender online, compara os tetos da REDUNIQ com o que a concorrência publica às claras (valores verificados a 18 de agosto de 2026 nas páginas oficiais; + IVA nos fornecedores portugueses):
| Fornecedor | MB WAY | Cartão europeu | Refs Multibanco | Mensalidade | Adesão | Fonte |
|---|
REDUNIQ REDUNIQ E-Commerce | 0,90% + 0,35€ (máx.) | 2,25% + 0,35€ (máx.) | 0,80% + 0,17€ a 0,21€ (máx.) | 19€ + 5€ (MB WAY) | ciclo comercial | preçário PDF |
| Ifthenpay | 0,07€ + 0,7% | 0,20€ + 1,5% | 0,20€ + 1,5% | 0€ | self-service | ifthenpay.com/precos |
| Eupago | 0,07€ + 0,7% | 0,20€ + 1,5% | 0,20€ + 1,5% | 0€ | self-service | eupago.pt/precario |
| Easypay | 0,25€ + 1,5% | 0,25€ + 1,5% | 0,25€ + 1,5% | 0€ | self-service | easypay.pt/precos |
| Stripe | 1,5% + 0,25€ | 1,5% + 0,25€ (premium 2,8%) | n/d | 0€ | self-service | stripe.com/pt-pt/pricing |
O que a tabela diz:
- Em MB WAY online, a REDUNIQ está longe da fasquia. A Ifthenpay e a Eupago cobram 0,07€ + 0,7%; a REDUNIQ, no teto, 0,35€ + 0,90% mais 5€/mês. Num pagamento de 20€, são 0,21€ contra 0,53€.
- Em cartão, a Stripe e os gateways portugueses ficam nos 1,5%; o teto REDUNIQ é 2,25% + 0,35€. Só uma boa negociação aproxima.
- Em referências Multibanco a REDUNIQ até é competitiva (0,80% com máximo de 0,60€ + fixa), sobretudo em valores altos: numa referência de 300€ pagas 0,60€ + 0,21€, contra 4,70€ na Ifthenpay. Se vendes bilhetes caros ou mensalidades por referência, é o argumento mais forte a favor.
- A Easypay simplifica com uma taxa única em todos os métodos e é forte em débitos diretos e recorrência.
O panorama alargado, com Viva.com, SIBS Gateway e HiPay, está no
comparativo de taxas de gateways. Para o POS físico, a comparação natural é a
Viva.com e a Ifthenpay POS (12€/mês + 0,7% em cartão de consumidor EEA, na página oficial).
1. Café de bairro, 4 000€/mês em cartão presencial (débito de consumidor).
REDUNIQ Easy: escalão 2 501–5 000€, 30€ + IVA/mês e zero por transação. REDUNIQ clássico no teto: 1,50% × 4 000€ = 60€ + 12,29€ de TPA fixo = 72,29€, antes de negociar. Ifthenpay POS: 12€ + 0,7% × 4 000€ = 40€. Aqui o Easy ganha sem discussão, e sem fidelização.
2. Loja online, 3 000€/mês, 100 encomendas de 30€, metade MB WAY e metade cartão.
REDUNIQ E-Commerce no teto: MB WAY 0,90% × 1 500€ + 50 × 0,35€ = 31€; cartão 2,25% × 1 500€ + 50 × 0,35€ = 51,25€; mensalidades 19€ + 5€. Total 106,25€ (3,5%). Ifthenpay: 14€ + 32,50€ = 46,50€ (1,55%). Stripe: 1,5% × 3 000€ + 100 × 0,25€ = 70€ (2,3%). Sem negociação, a REDUNIQ custa mais do dobro do gateway português.
3. Criador que vende cursos e sessões, 1 500€/mês em 30 vendas de 50€.
Não precisas de acquiring: numa plataforma como a Shelf pagas 29€/mês (ou 99€/ano) e 0% de comissão sobre vendas, com checkout de cartão e pagamento MB WAY via Stripe já ligado, entrega automática do produto e emails de compra incluídos. Só pagas as taxas Stripe: 1,5% × 1 500€ + 30 × 0,25€ = 30€. Total 59€ com loja, checkout e entrega. Na REDUNIQ E-Commerce, ao teto, pagarias 33,75€ + 10,50€ + 24€ = 68,25€ só de gateway, e ainda terias de montar o site, o checkout e a entrega, e passar pelo processo de adesão. Os 14 dias grátis da Shelf pedem cartão no registo, mas começas a vender no próprio dia.
Como aderir (e como sair)
A adesão faz-se em reduniq.pt/adesao: dados da empresa, atividade, faturação estimada, conta bancária, validação e assinatura eletrónica do contrato. No Easy não há custo de adesão nem de terminal; nas soluções clássicas o preçário prevê taxas de adesão em produtos específicos (500€ na Solução de Pagamentos Integrados, 10 000€ no Marketplace).
Para rescindir, pede por escrito, devolve o terminal e guarda o comprovativo: os 200€ por "não devolução do terminal" e as mensalidades pós-cancelamento são a origem de boa parte das queixas públicas. Se algo correr mal, o preçário indica o serviço de reclamações da Unicre (cliente.geral@unicre.pt, 21 350 95 00) e a escalada para o Banco de Portugal via Portal do Cliente Bancário.
Para quem faz sentido (e para quem não)
A REDUNIQ faz sentido se:
- Tens loja física com faturação em cartão até 7 500€/mês e queres custo fixo: o Easy é das ofertas mais simples do mercado;
- És restauração, clínica, hotel ou retalho com volume para negociar TSC abaixo de 1,50% e queres um acquirer nacional com gestor comercial;
- Precisas de JCB, UnionPay, Diners ou Alipay porque os teus clientes são turistas asiáticos ou americanos;
- Cobras por referência Multibanco valores altos, onde o máximo de 0,60€ por transação bate qualquer gateway percentual.
Não faz sentido se:
- Vendes sobretudo online e não tens volume para negociar: Ifthenpay, Eupago, Easypay ou Stripe são mais baratos no dia zero;
- Queres começar a receber sem contrato para assinar nem validação comercial pelo meio;
- Vendes produtos digitais, cursos, comunidades ou sessões. Aí não precisas de acquiring; precisas de uma loja com checkout, entrega e MB WAY. É o cenário 3 acima; o guia de receber pagamentos online explica como começar sem contrato comercial e o de MB WAY para negócios ajuda a escolher entre acquirer, gateway e plataforma.
Entre acquirer e gateway, o guia sobre
gateways de pagamento e a review da
Stripe em Portugal fecham a comparação.
Veredicto final
A REDUNIQ é o acquirer clássico português: sólido, regulado, com uma oferta de métodos que quase ninguém iguala e, ao contrário do mito, com preçário público, ainda que de máximos. A opinião justa depende de quem és: com loja física, o Easy é honesto e barato; com volume, negoceias abaixo do teto e ficas bem servido; online e a começar, o teto é caro e o ciclo comercial é fricção que não precisas de pagar.
Próximo passo: se tens balcão, pede a proposta e compara linha a linha com o preçário PDF (receita mínima, mensalidade do terminal, condições de rescisão). Se vendes online ou vendes conhecimento, começa por um fornecedor com preço público e conta no próprio dia, e deixa a reunião comercial para quando o volume a justificar.