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As 12 melhores ferramentas para personal trainers em 2026

Gonçalo CanhotoGonçalo Canhoto
11 min
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As 12 melhores ferramentas para personal trainers em 2026

O stack de um personal trainer em Portugal precisa de resolver quatro coisas: prescrever treino, acompanhar clientes, gerir marcações e — a parte que quase todos tratam mal — cobrar em euros sem fricção. Nenhuma app faz as quatro bem. A resposta curta: uma app de prescrição (Trainerize, Harbiz ou o português EliteTrainer) mais uma camada de vendas com MB WAY (Shelf), por menos do que custa a Harbiz Pro sozinha (€89/mês no anual). Abaixo, os preços verificados nas páginas oficiais a agosto de 2026.

Como escolhemos estas ferramentas

Critérios que usámos (e que devias usar também):

  • Preço real em 2026, incluindo os add-ons escondidos — no software de fitness são uma epidemia
  • Modelo de cobrança: preço fixo vs. preço por número de clientes (que pune o crescimento)
  • Pagamentos para o mercado PT: euros, MB WAY, comissões sobre as tuas vendas
  • Língua: a maioria destas apps não fala português; sinalizamos quando falam
  • Função real: uma app de treinos não vende por ti, e uma loja não constrói treinos
Nota importante: à data de agosto de 2026, nenhuma das plataformas internacionais de fitness que analisámos anuncia MB WAY nativo — e o MB WAY tem mais de 6,5 milhões de utilizadores em Portugal. Se os teus clientes pagam como pagam os portugueses, isso decide muita coisa.

Tabela comparativa: preços 2026

FerramentaFunçãoPreço (2026)MB WAYFonte
TrainerizePrescrição + trackingGrátis (1 cliente) a $23–135/mês + add-onsNãoPreços
HarbizPrescrição + gestão€14–149/mês (anual); €19–199 mensalNãoPreços
My PT HubPrescrição + nutrição€25/mês (3 clientes); €59/mês ilimitadosNãoPreços
EliteTrainerPrescrição + agenda (PT-PT)€33/mês ou €330/ano, clientes ilimitadosNão anunciadoPreços
VirtuagymGestão de ginásiosSob orçamento (demo)Não—
BUKAgenda com pagamento€0 a €25,99/mêsSim, na marcaçãoPágina PT
ShelfLoja + marcações + comunidade€29/mês ou €99/ano, clientes ilimitadosSim, nativoshelf.pt
Agora, uma a uma.

1. Trainerize: o standard internacional dos planos de treino

O Trainerize (ABC Trainerize) é provavelmente a app de coaching fitness mais conhecida: planos de treino, tracking de refeições e hábitos, mensagens in-app, agendamento e um AI Workout Builder que acelera a criação de treinos.

Preços (página oficial): Basic grátis (1 cliente), Grow $9/mês (2 clientes), Pro desde $23/mês (5 clientes), a escalar até $135/mês para 200; Studio Plus desde $248/mês. Trial de 30 dias, não pede cartão; o plano anual desconta 10%.

O problema: os add-ons. Nutrição avançada custa $20–45/mês extra, video coaching $10/mês, business tools $25/mês, e até ativar pagamentos via Stripe custa mais $10/mês. A app com a tua marca são $169 de setup (pagamento único). A página de preços está só em dólares e não encontrámos qualquer menção a português no site oficial.

Veredicto: excelente para construir e acompanhar treinos; fraco (e caro) para vender em Portugal.

2. Harbiz: forte na gestão, cara ao 6.º cliente

A Harbiz é uma app espanhola para profissionais de fitness: gestão de clientes, planos de treino e nutrição automatizados, agendamento, pagamentos e a camada "Harbiz AI". Serve PTs, instrutores de yoga e pilates, fisioterapeutas e estúdios. O site oficial está em inglês e espanhol; interface em pt-PT não está confirmada — verifica antes de subscrever.

Preços (página oficial, anual com desconto de 25%): Basic €14/mês até 5 clientes (€19 no mensal), Pro €89/mês até 50 (€119 mensal), My App €149/mês (€199 mensal). Trial de 14 dias, não pede cartão. Add-ons: app personalizada €49,99/mês, Nutri AI €14,99/mês, biblioteca de vídeo €19,99/mês.

O problema: o salto de €14 para €89/mês acontece logo ao 6.º cliente. É um modelo que pune exatamente o momento em que o teu negócio começa a andar.

Veredicto: completa e bem desenhada, desde que faças as contas ao escalão seguinte antes de te comprometeres.

3. My PT Hub: clientes ilimitados, mas em inglês

O My PT Hub é um "all-in-one" clássico: construtor de treinos com AI, planos de nutrição, agendamento, mensagens, hábitos, pagamentos via Stripe e analytics.

Preços em euros (página oficial): Starter €25/mês (só 3 clientes), Premium €59/mês com clientes ilimitados (€52/mês no anual; há promoções de 50–70% nos primeiros 2 meses), Ultimate €215/mês. Trial de 30 dias, não pede cartão. App com a tua marca: €95 (pagamento único).

O problema: o produto está em inglês, sem menção a português no site, e o plano que interessa (ilimitados) custa o dobro de uma Shelf — para resolver só a parte do treino.

Veredicto: boa opção se os teus clientes falam inglês à vontade e queres ilimitados sem app própria.

4. EliteTrainer: a prescrição em português de Portugal

O EliteTrainer é o software português para PTs que a SERP ignorava e os treinadores não: prescrição de treino, agenda integrada, gestão de clientes e processamento de pagamentos, tudo em pt-PT. O site refere mais de 700 personal trainers a usar a plataforma.

Preços (página oficial): ElitePRO €33/mês ou €330/ano, com clientes e treinos ilimitados; EliteGROW €53/mês (€530/ano); EliteSCALE €123/mês (€1.230/ano). 14 dias grátis.

O problema: é mais novo e menos conhecido que os gigantes internacionais, e a página de preços fala em "processamento de pagamentos" sem detalhar métodos — se o MB WAY é essencial para ti, confirma com o suporte antes.

Veredicto: a alternativa óbvia ao Trainerize para quem quer tudo em português e preço fixo sem escalões por cliente.

5. Virtuagym: software de ginásio, não de PT independente

A Virtuagym vende gestão de membros, agendamento, apps de treino e nutrição e analytics multi-localização. É software de ginásio e estúdio, vendido por equipa comercial: a página de preços não publica valores — é tudo sob orçamento, com demo obrigatória.

Veredicto: se és um PT independente que só quer vender planos e sessões online, isto é matar moscas com canhão. Se geres um estúdio com várias salas e staff, aí sim, pede a demo.

6. Shelf: vender planos, packs e sessões com MB WAY

A Shelf é a peça que falta em todos os anteriores: a camada de vendas em português. Página de link-in-bio com loja integrada onde vendes planos de treino em PDF, packs de sessões, marcações com pagamento antecipado e até comunidades pagas para os teus alunos online. O calendário sincroniza com o Google Calendar, o cliente só vê slots livres e o link do Meet é gerado automaticamente.

Preços: €29/mês ou €99/ano, 14 dias grátis (pedimos cartão no registo). Clientes ilimitados, 0% de comissão da Shelf sobre produtos digitais, cursos e sessões (comunidades por subscrição têm 5%) — pagas apenas a taxa do Stripe: 1,5% + €0,25 por cartão europeu, MB WAY incluído.

Contras, com toda a honestidade: a Shelf não constrói planos de treino nem faz tracking de progresso — não substitui um Trainerize ou um EliteTrainer nisso. É a caixa registadora e a montra, não o caderno de treinos. E o MB WAY via Stripe só suporta pagamentos pontuais, não mensalidades recorrentes — para recorrência, os teus clientes usam cartão.

Veredicto: para o PT português, o combo mais racional: Shelf para vender e marcar (MB WAY, euros, pt-PT) + uma app de treinos se precisares de programação a sério. Vê o guia completo de como trabalhar como personal trainer online em Portugal.

🧰 Uma ferramenta que junta loja, marcações e cursos

Em vez de 5 subscrições: página profissional, checkout MB WAY e 0% comissão. 14 dias grátis.

Experimentar a Shelf →

7. BUK: a agenda portuguesa com MB WAY na marcação

O BUK tem uma página dedicada a personal trainers: marcações 24/7, lembretes SMS automáticos e — raro no mercado — MB WAY, multibanco, cartão, Google Pay e Apple Pay no ato da marcação. Planos: Grátis €0, Pro €15,99/mês, Pro+ €25,99/mês. Sobre a receção de pagamentos, a FAQ oficial diz que é opcional e tem uma "pequena comissão" — confirma as condições exatas com o suporte. Se só precisas de agenda (sem loja, sem produtos digitais), começa por aqui; fizemos a comparação completa no guia de agenda online para personal trainers.

8. Setmore: agenda gratuita com página em português

O Setmore tem uma página em português dirigida a PTs, com lembretes por SMS/email, aulas de grupo com gestão de lotação e integração Zoom/Google Meet. O plano Free aceita até 4 utilizadores e 200 marcações/mês, com pagamentos Square/Stripe já incluídos — mas sem MB WAY. Para quem está a começar e quer custo zero na agenda, é das melhores opções; os detalhes estão no mesmo comparativo de agendas.

9. Zoom: as sessões online

Para treino online ao vivo, o Zoom continua a ser o default. O plano gratuito dá reuniões até 40 minutos com 100 participantes — chega para check-ins, mas corta uma sessão de 1 hora a meio. O Zoom Pro sobe para reuniões até 30 horas e 10 GB de cloud por utilizador; confirma o preço em euros no site oficial, porque a página carrega o valor dinamicamente por região.

10. Google Sheets: o subestimado

Zero glamour, zero custo. Para PTs a começar, uma folha de cálculo bem-feita cobre planos de treino, registo de cargas e progressão, e os clientes abrem no telemóvel sem instalar nada. O limite é óbvio: sem lembretes, sem vídeos de exercícios, sem automação. Mas entre pagar €59/mês cedo demais e começar com Sheets, começa com Sheets.

11. Canva: criar os teus produtos digitais

É no Canva que a maioria dos PTs monta ebooks de treino, guias de nutrição básica e apresentações. O plano grátis é robusto; o Pro desbloqueia assets premium e o brand kit (confirma o preço em euros no site, porque a Canva publica sobretudo valores em dólares). O produto que crias no Canva vendes depois como PDF na tua loja — o Canva cria, não cobra.

12. Notion: a tua operação num só sítio

Fichas de clientes, biblioteca de exercícios, calendário editorial para o Instagram: o Notion organiza o backoffice do PT. O plano Free chega perfeitamente para uso individual; o Plus custa €9,50/membro/mês. Nota: a interface está disponível em português do Brasil, não em pt-PT.

Os canais: Instagram, YouTube e WhatsApp Business

Não são "ferramentas de PT", mas sem eles não há clientes. O Instagram (sobretudo Reels) continua a ser onde os PTs portugueses angariam alunos — transformações de clientes, técnica de exercícios e mitos de nutrição são os formatos que funcionam, e o jogo é levar quem vê para a tua página de marcações, não para uma troca infinita de DMs. O YouTube é mais lento, mas cada vídeo trabalha durante anos e alimenta o funil dos teus planos pagos. E o WhatsApp Business (gratuito) organiza o acompanhamento com respostas rápidas e etiquetas — não é um CRM a sério, mas para 15–30 clientes chega.

Na prática em Portugal: três cenários com contas

Cenário 1 — vender planos de treino em PDF. Vendes um plano de 8 semanas a €29. A taxa Stripe por venda é €0,69 (1,5% + €0,25), ou seja 2,4%. Com 20 vendas/mês faturas €580 e pagas €13,70 de taxas — sem comissão da Shelf por cima. Numa plataforma que cobre 10% de comissão, as mesmas vendas custariam €58 só de comissões.

Cenário 2 — packs em vez de sessões soltas. Um pack de 10 sessões a €300 pago num único checkout gera €4,75 de taxa Stripe. As mesmas 10 sessões cobradas uma a uma (€35 cada) geram €7,75 em taxas — e dez oportunidades para o cliente se esquecer de pagar. O pack antecipado também mata as faltas: quem já pagou, aparece. Como definir estes valores é conversa para o guia de como precificar serviços.

Cenário 3 — o stack completo vs. o all-in-one. Trainerize Pro com pagamentos e nutrição ativados: $25 + $10 + $20 = $55/mês na faturação mensal (menos 10% no anual), em dólares, sem MB WAY. Alternativa portuguesa: EliteTrainer ElitePRO (€33) para a prescrição + Shelf (€29) para a loja com MB WAY = €62/mês com clientes ilimitados nas duas pontas e checkout em pt-PT. Preço parecido, mercado certo.

Quando NÃO precisas de (mais) software

  • Tens menos de 5 clientes, todos presenciais: Sheets + WhatsApp + uma agenda gratuita chegam. Gasta o dinheiro em certificações, não em subscrições.
  • O teu problema é angariar, não gerir: nenhum software resolve falta de leads. Instagram consistente + uma página de link-in-bio com marcações resolve mais que qualquer all-in-one.
  • Já usas um sistema do ginásio onde trabalhas: não dupliques; acrescenta só a camada que falta (normalmente, a de vendas online).

Veredicto final por perfil

  • Estás a começar (0–5 clientes): Instagram + Google Sheets + Zoom grátis + Shelf para receberes por MB WAY desde o primeiro cliente. Menos de €30/mês, tudo incluído.
  • PT estabelecido (10–30 clientes, presencial + online): Shelf para vendas, packs e marcações pagas por MB WAY + EliteTrainer ou Harbiz para a programação dos treinos. É o combo com melhor relação custo/função.
  • Só online, escala: My PT Hub Premium (ilimitados, €59/mês) ou Trainerize Pro para o produto de treino, Shelf para o checkout em euros com MB WAY e para os produtos digitais. Vê também o nicho fitness na Shelf.
  • Estúdio com equipa: aí a conversa é Virtuagym ou Harbiz nos planos altos, e prepara-te para orçamentos sob consulta.
O erro mais caro que vemos: PTs a pagar $10/mês extra para ativar pagamentos numa app americana, sem MB WAY, enquanto os clientes desistem no checkout. Resolve primeiro a venda, depois sofistica o resto. Cria a tua loja na Shelf — 14 dias grátis, MB WAY nativo, 0% de comissão da Shelf.

Perguntas frequentes sobre As 12 melhores ferramentas para personal trainers em 2026

Qual é a melhor app para personal trainers em Portugal?+

Depende da função. Para prescrição de treino, o Trainerize e a Harbiz são as referências internacionais e o EliteTrainer é a opção portuguesa (€33/mês com clientes ilimitados). Para vender planos, packs de sessões e marcações com MB WAY, a Shelf é a camada de vendas: €29/mês, clientes ilimitados e 0% de comissão sobre produtos digitais e sessões. A maioria dos PTs combina uma app de treino com uma plataforma de vendas.

Quanto custa o Trainerize em 2026?+

O Trainerize tem plano gratuito para 1 cliente, Grow a $10/mês (2 clientes) e Pro desde $25/mês na faturação mensal ($9 e $23 com faturação anual, que desconta 10%), a escalar até $135/mês para 200 clientes. Os add-ons pagam-se à parte: nutrição avançada $20–45/mês, video coaching $10/mês e até os pagamentos via Stripe custam mais $10/mês. Os preços são em dólares e o trial é de 30 dias, não pede cartão.

Como posso receber pagamentos por MB WAY como personal trainer?+

Nenhuma das grandes apps internacionais de fitness (Trainerize, Harbiz, My PT Hub, Virtuagym) anuncia MB WAY nativo. Em Portugal tens duas vias: uma agenda como o BUK, que aceita MB WAY no ato da marcação, ou uma loja como a Shelf, que aceita MB WAY e cartão via Stripe para vender planos de treino, packs de sessões e marcações, com 0% de comissão da Shelf — pagas só a taxa Stripe (1,5% + €0,25).

Vale a pena pagar software por número de clientes?+

É a armadilha clássica do software de fitness: na Harbiz, o salto de €14 para €89/mês (anual) acontece logo ao 6.º cliente; no My PT Hub, o plano com clientes ilimitados custa €59/mês. Se o teu gargalo é vender e cobrar, e não construir treinos, faz mais sentido preço fixo com clientes ilimitados — é o modelo do EliteTrainer (€33/mês) na prescrição e da Shelf (€29/mês) nas vendas.

Existe software português para personal trainers?+

Sim. O EliteTrainer é 100% português: prescrição de treino, agenda e processamento de pagamentos por €33/mês (ou €330/ano), com clientes ilimitados e 14 dias grátis. O BUK é uma agenda portuguesa com MB WAY na marcação (planos de €0 a €25,99/mês). E a Shelf é a loja portuguesa para vender planos em PDF, packs e sessões com MB WAY, a €29/mês.

Preciso de uma app com a minha marca própria?+

Para a maioria dos PTs independentes, não. Uma app com marca própria custa $169 (pagamento único) no Trainerize, €95 no My PT Hub ou €49,99/mês na Harbiz, e só compensa quando tens dezenas de clientes online e a marca é parte do produto. Antes disso, uma boa página de vendas com marcações e pagamento automático resolve o essencial por muito menos.

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Sobre o Autor

Gonçalo Canhoto

Fundador da Shelf · Empreendedor Digital

Empreendedor português com mais de 8 anos de experiência em marketing digital e e-commerce. Criou a Shelf.pt para resolver um problema que viveu na pele: a falta de ferramentas locais para criadores portugueses venderem produtos digitais com métodos de pagamento como MBWay e cartão.

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