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As 8 melhores ferramentas para instrutores de yoga e pilates em 2026

Gonçalo CanhotoGonçalo Canhoto
10 min
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As 8 melhores ferramentas para instrutores de yoga e pilates em 2026

Um instrutor independente resolve o essencial com três peças: uma agenda de aulas de grupo com lotação e pagamento na marcação (Momoyoga ou Setmore), uma sala online (Zoom) e uma camada de venda para packs e mensalidades (Shelf). Software de estúdio como o Mindbody só compensa com várias salas e equipas. Este guia compara as 8 opções reais, com preços confirmados nas páginas oficiais a 19 de agosto de 2026 — incluindo os limites que normalmente só descobres depois de migrar os alunos.

Marcas comparadas neste artigo

O que um instrutor de yoga precisa (e um personal trainer não)

A maioria dos roundups atira yoga e pilates para o saco do "software de fitness". É um erro de casting: as apps de personal trainer vivem da prescrição de treino individual e cobram por número de clientes — um modelo que faz sentido para 15 clientes de acompanhamento próximo e nenhum para 60 alunos de aulas de grupo. Se o teu serviço é mesmo treino individual programado, o sítio certo é o comparativo de ferramentas para personal trainers.

Para aulas de yoga e pilates, os critérios são outros:

  • Lotação de aulas de grupo — sessões recorrentes com número de lugares, lista de espera e janela de cancelamento.
  • Pagamento na marcação — a reserva grátis é a matéria-prima das faltas; a paga, não.
  • Packs e mensalidades — o rendimento previsível vem de packs de 10 aulas e planos mensais, não de aulas avulsas.
  • Custo fixo, não por aluno — crescer de 20 para 60 alunos não deve triplicar a fatura de software.
Sobre modelos de negócio e quanto cobrar, o guia de vender aulas de yoga online trata isso em detalhe; aqui o foco são as ferramentas.

Comparação rápida: ferramentas para yoga e pilates em 2026

FerramentaPreço de entradaAulas de grupo com lotaçãoPagamento na marcaçãoFonte
Momoyoga€0 (com 5% por transação) ou €29/mês (anual)SimSimpreços
Setmore Setmore€0 (200 marcações/mês)SimSim, já no grátis (Stripe/Square)preços
SimplyBook.me SimplyBook.me€0 (50 marcações); pagamentos a partir do Basic €11,90/mês (anual)SimA partir do Basicpreços
Harbiz€14/mês (anual), 5 clientesFoco em 1:1Simpreços
Zoom Zoom€0 (40 min/reunião)Não é agenda — é a salaNãopreços
MindbodyDesde €99/mês por localizaçãoSim (estúdios)Simpreços
bsportSob orçamento (demo)Sim (estúdios)Confirma no sitesite
Shelf€29/mês ou €99/ano, 0% comissãoMarcações, packs e mensalidadesSim, com MB WAY nativopreços
Nenhuma das internacionais anuncia MB WAY; em Portugal, isso decide conversões no checkout. Vamos uma a uma.

Momoyoga: desenhado para yoga, com um grátis que cobra 5%

O Momoyoga é a única desta lista construída de raiz para instrutores e estúdios de yoga: horário de aulas, reservas com lotação, pagamentos online, aulas por Zoom e vídeo on-demand para os alunos.

Preços (faturação anual, sem IVA): plano Free a €0 — mas cada pagamento online leva a taxa do processador mais 5% de taxa de plataforma. O Standard a €29/mês elimina os 5% e desbloqueia memberships e packs ilimitados, listas de espera e janelas de cancelamento; o Plus a €59/mês acrescenta mensalidades recorrentes, branding e códigos promocionais; o Custom (€179/mês) dá app com marca própria. Trial de 14 dias que não pede cartão.

A conta que importa: com €1.000/mês processados no Free, os 5% são €50 — o Standard (€29) paga-se sozinho a partir de ~€580/mês em pagamentos online. O Free é um bom banco de ensaio, não um destino.

Veredicto: a opção mais completa "só para yoga". O detalhe a confirmar antes de migrar: as mensalidades recorrentes só chegam no Plus, a €59/mês.

Setmore: aulas de grupo com lotação no plano grátis

O Setmore é uma agenda generalista com uma página dedicada a yoga em português (variante brasileira), e o plano gratuito mais generoso da categoria: até 4 utilizadores, 200 marcações/mês e pagamentos por Stripe ou Square incluídos, segundo a página de preços (link na tabela acima). Para aulas, a página de yoga descreve exatamente o que precisas: "sessões de grupo recorrentes" onde defines "a duração das aulas, o custo e o número de lugares disponíveis", com lembretes automáticos e aulas virtuais via Zoom ou Google Meet.

Preços: Free €0; Pro a $5/utilizador/mês (anual) ou $12 mensal acrescenta SMS e sincronização bidirecional de calendário.

Trade-offs: preços em dólares, interface pt-BR e nada de MB WAY. E 200 marcações/mês parecem muitas até fazeres as contas: 3 aulas/semana com 12 alunos são ~156 reservas — perto do teto.

Veredicto: o melhor ponto de partida a custo zero para grupos pequenos. Se queres comparar com mais agendas antes de decidir, o comparativo de software de marcações em Portugal cobre a categoria toda.

SimplyBook.me: pagamentos a partir do Basic

O SimplyBook.me aceita sessões individuais e de grupo com lotação, e tem um exemplo oficial de packs na página para personal trainers: vender 1 sessão por $30, 5 por $135 e 10 por $250. O plano Free (€0) dá 50 marcações/mês; na página de preços, "Payments, Deposits" aparece a partir do plano Basic — €11,90/mês (anual) ou €13,90 mensal, com 100 marcações. Standard a €24,90 (500 marcações) e Premium a €49,90.

Trade-offs: o limite de marcações conta cada reserva de aluno — aulas de grupo consomem-no depressa; e a tradução é pt-BR ("seus clientes").

Veredicto: mais configurável do que o Setmore (regras, depósitos, subscrições via Stripe), ao custo de mais tempo de configuração. Um bom meio-termo antes do calibre de estúdio. Sobre o que torna uma agenda boa para este uso, vê sistema de marcações online.

🧰 Uma ferramenta que junta loja, marcações e cursos

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Harbiz e as apps de treino: para o 1:1, não para grupos

O Harbiz serve explicitamente instrutores de yoga e pilates, mas o modelo denuncia o público-alvo: gestão de clientes com planos, check-ins e pagamentos, cobrada por escalões de clientes. Basic a €14/mês (anual; €19 mensal) até 5 clientes; Pro a €89/mês (anual) até 50; My APP a €149/mês com app própria. Trial de 14 dias que não pede cartão. Add-ons à parte (Nutri AI €14,99/mês, biblioteca de vídeo €19,99/mês).

O trade-off que importa: o salto de €14 para €89 acontece ao sexto cliente. Para privados de pilates clínico com 4–5 clientes que pagam bem, faz sentido; para aulas de grupo, o preço por aluno destrói a margem. O My PT Hub (€59/mês com clientes ilimitados, em inglês) resolve o teto de clientes mas não a lotação de aulas — ambos estão dissecados no comparativo de ferramentas para personal trainers já linkado acima.

Zoom, YouTube e a música das aulas

Para aulas ao vivo, o Zoom continua a ser o padrão — com o detalhe que todos descobrem à terceira aula: o plano gratuito corta a reunião aos 40 minutos, a meio do savasana. O Pro permite reuniões até 30 horas; o preço em euros carrega dinamicamente na página oficial de preços, por isso confirma lá o valor. Se já pagas Google Workspace, o Meet pode chegar — o duelo completo está em Zoom vs Google Meet.

Duas notas práticas à volta da sala:

  • Gravações: um vídeo não listado no YouTube (acessível por link) é a forma gratuita de partilhar a gravação da aula com quem faltou. Não é uma área de membros — quem tem o link, tem o vídeo — mas para replays de cortesia serve.
  • Música: playlists de Spotify são omnipresentes nas aulas, mas os termos de cada serviço de streaming são o único sítio onde deves confirmar o que é permitido em contexto de aula paga — não assumas que a conta pessoal cobre tudo.

Mindbody e bsport: calibre de estúdio

O Mindbody é o incumbente do software de estúdios: gestão de membros, horários multi-sala, marketing. A página de preços mostra "a partir de €99/mês por localização", com três planos (Starter, Accelerate, Ultimate) cujos valores exatos exigem falar com vendas. O bsport, focado em estúdios boutique de yoga, pilates e ciclismo, nem preço de entrada publica: são quatro planos, todos "pede orçamento/demo" (links na tabela acima).

Veredicto: se geres um estúdio com equipa e centenas de membros, pede as demos e negocia. Se és independente, o processo comercial em si já responde: o produto não foi feito para ti, e €99+/mês por localização não é o teu problema.

Shelf: a camada de venda — packs, mensalidades e aulas gravadas

A Shelf ataca o lado que as agendas deixam a meio: vender. Numa página própria em pt-PT juntas marcações com calendário e pagamento (o aluno escolhe o horário e paga na hora), packs de 5 ou 10 aulas num só checkout, aulas gravadas vendidas como curso — vídeo entregue automaticamente após a compra, como explicado em vender cursos online — e mensalidades ou comunidade paga para acompanhamento contínuo, no modelo descrito em criar uma comunidade paga.

Preços: €29/mês ou €99/ano, alunos ilimitados, 14 dias de trial (pede cartão no registo). 0% de comissão em produtos digitais, cursos e sessões — pagas só a taxa Stripe (1,5% + €0,25 em cartões europeus; MB WAY igual). Comunidades por subscrição têm 5% de comissão.

O detalhe MB WAY: via Stripe, o MB WAY não suporta cobranças recorrentes — só pagamentos pontuais em euros. Na prática: packs, aulas avulsas e o plano anual pagam-se por MB WAY; a mensalidade recorrente fica no cartão, com cobrança automática. Para cobranças soltas fora da loja (um workshop, uma aula experimental), um link de pagamento MB WAY resolve em minutos.

Contras honestos: a Shelf não gere lotação de aulas de grupo como o Momoyoga, nem transmite a aula — o Zoom continua a ser a sala. É a receção e a caixa, não o estúdio inteiro.

Na prática em Portugal: as contas de três cenários

1) Aulas de grupo híbridas (o caso típico). 3 aulas/semana com 8 alunos a €12 são ~€1.150/mês. Numa aula avulsa de €12, a taxa Stripe é €0,43 (3,6%); num pack de 10 aulas a €110, é €1,90 — 1,7%, metade do peso relativo, e recebes os €110 hoje. O pack não é só desconto: é tesouraria e compromisso.

2) Mensalidades. 25 alunos a €45/mês são €1.125/mês previsíveis; por cartão, as taxas ficam em ~€23 (25 × €0,93). Compara com o custo de ferramenta: Momoyoga Plus €59 (recorrentes só aí), Harbiz Pro €89, Shelf €29 — a diferença anual entre a mais cara e a mais barata passa de €700.

3) O custo das faltas. Duas faltas por semana numa aula de €12 sem pré-pagamento são ~€100/mês evaporados — mais do que qualquer subscrição desta página. A correção não é software caro, é cobrar na marcação: quem pagou, aparece.

Quando não precisas de (quase) nada disto

  • Estás a começar, com uma aula semanal e meia dúzia de alunos: Zoom grátis (aulas de 40 minutos ou intervalo a meio) e pagamentos por link. Ferramenta a mais é procrastinação com fatura.
  • Dás só privados presenciais a 4–5 clientes fixos: o Harbiz Basic a €14/mês cobre a gestão; uma agenda completa é excesso.
  • O teu estúdio já usa Mindbody ou bsport: não dupliques a agenda — usa uma camada de venda ao lado apenas para o que o software do estúdio não vende bem (workshops, retiros, cursos gravados).
A escolha resume-se a isto: Momoyoga ou Setmore para encher e gerir as aulas, Zoom para as dar, e uma loja para transformar alunos avulsos em packs e mensalidades. O maior custo de um instrutor não é o software — são as faltas e as horas a gerir reservas por mensagem. Resolve isso primeiro: cria a tua página de packs e marcações pagas na Shelf, com 14 dias de trial e MB WAY incluído.

Perguntas frequentes sobre As 8 melhores ferramentas para instrutores de yoga e pilates em 2026

Que aplicação usar para marcar aulas de yoga em grupo com lotação?+

O Setmore permite criar sessões de grupo recorrentes com número de lugares definido já no plano gratuito, que inclui 200 marcações por mês e pagamentos por Stripe ou Square. O Momoyoga faz o mesmo com um plano grátis que cobra 5% por transação. Em ambos, ativa o pagamento na marcação: uma aula de grupo sem pré-pagamento enche-se de reservas que não aparecem.

Quanto custa o Momoyoga?+

O Momoyoga tem plano gratuito: pagas €0 de subscrição, mas cada pagamento online leva 5% de taxa de plataforma além da taxa do processador. O Standard custa €29/mês (faturação anual) e elimina os 5%; o Plus, a €59/mês, acrescenta mensalidades recorrentes e branding próprio. O trial de 14 dias não pede cartão. Valores sem IVA, confirmados a agosto de 2026.

Como cobrar aulas de yoga por MB WAY?+

O MB WAY via Stripe só processa pagamentos pontuais em euros — serve para aulas avulsas, packs de 10 aulas ou um plano anual, mas não para mensalidades recorrentes, que têm de ir por cartão. Numa plataforma com MB WAY nativo, como a Shelf, o aluno paga o pack pela app do telemóvel e a mensalidade fica no cartão com cobrança automática.

O Zoom gratuito chega para dar aulas de yoga online?+

Só para aulas até 40 minutos: o plano Basic corta a reunião nesse limite, com 100 participantes. Para a típica aula de 60 minutos precisas do Zoom Pro, que permite reuniões até 30 horas — o preço em euros carrega dinamicamente, por isso confirma no site oficial. O Google Meet é a alternativa habitual se já pagas o Workspace.

Como reduzir as faltas às aulas de yoga e pilates?+

Cobra na marcação. Uma reserva gratuita não custa nada a abandonar; uma aula paga à cabeça tem taxa de comparência muito superior. Faz as contas: duas faltas por semana numa aula de €12 são cerca de €100/mês perdidos — mais do que a subscrição de qualquer ferramenta desta lista. Lembretes automáticos por email ou SMS resolvem o resto.

Que software devo usar num estúdio de yoga ou pilates?+

Software de gestão de estúdio como o Mindbody (a partir de €99/mês por localização) ou o bsport (preços sob orçamento, com demonstração comercial) faz sentido com várias salas, vários instrutores e centenas de membros. Para um instrutor independente, esse calibre é excessivo: uma agenda com lotação e uma camada de venda de packs cobrem o essencial por uma fração do custo.

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Gonçalo Canhoto

Sobre o Autor

Gonçalo Canhoto

Fundador da Shelf · Empreendedor Digital

Empreendedor português com mais de 8 anos de experiência em marketing digital e e-commerce. Criou a Shelf.pt para resolver um problema que viveu na pele: a falta de ferramentas locais para criadores portugueses venderem produtos digitais com métodos de pagamento como MBWay e cartão.

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