
A ferramenta certa para um instrutor de yoga ou pilates depende de uma pergunta: vendes acompanhamento contínuo a poucos clientes, ou aulas e packs a muitos? O software de fitness clássico foi desenhado para o primeiro caso e cobra em conformidade, por número de clientes. Esta lista compara as opções reais em 2026, com os preços e os limites que descobres normalmente tarde demais.
Critérios usados nesta comparação
- Custo por cliente, o modelo "pagas mais à medida que cresces" pune exatamente quem está a conseguir.
- Pagamentos à portuguesa, MB WAY e euros; cobrar à aula por transferência não escala.
- Aulas online e presenciais, a maioria dos instrutores em Portugal mistura os dois.
- Preço público, software que exige "falar com um comercial" conta pontos negativos.
1. Harbiz: gestão completa, preço por escalões
O Harbiz é uma app espanhola de gestão para profissionais de fitness, e serve explicitamente instrutores de yoga e pilates, além de PTs e fisioterapeutas. Faz gestão de clientes, planos automatizados, agendamento e pagamentos, com o site disponível em português.
Preços (anual, com desconto de 25%): Basic €14/mês até 5 clientes, Pro €89/mês até 50 clientes, My App €149/mês com app de marca própria. Mensal fica mais caro. Trial de 14 dias sem cartão. Add-ons à parte: app personalizada €49,99/mês, Nutri AI €14,99/mês, biblioteca de vídeo €19,99/mês. O trade-off que importa: o salto de €14 para €89/mês acontece logo ao sexto cliente. Para um instrutor com 20 alunos regulares de valor médio baixo (aulas de grupo), €89/mês come uma fatia séria da margem. Veredicto: forte para quem faz acompanhamento individual próximo (privados de pilates clínico, por exemplo), onde poucos clientes pagam muito.2. My PT Hub: ilimitado, mas em inglês
O My PT Hub é um "tudo-em-um" de fitness: construtor de treinos com IA, agendamento, mensagens e pagamentos via Stripe. Nasceu para personal trainers, mas instrutores de pilates com componente de treino usam-no da mesma forma.
Preços (em euros): Starter €25/mês limitado a 3 clientes, Premium €59/mês com clientes ilimitados (anual sai a €52/mês), Ultimate €215/mês. Trial de 30 dias sem cartão. Trade-offs: produto e site em inglês, sem versão portuguesa confirmada, os teus alunos vão navegar uma app em inglês. E o plano de entrada com só 3 clientes é pouco mais do que um trial pago; na prática, o preço real é €59/mês. Veredicto: melhor custo por cliente do que o Harbiz a partir de ~10 clientes, se o inglês não travar os teus alunos. Para contexto do lado do treino puro, vê o guia de personal trainer online em Portugal.3. Zoom: a sala de aula online
Para aulas ao vivo, o Zoom continua a ser o padrão. O detalhe que todos os instrutores descobrem à terceira aula: o plano gratuito corta reuniões aos 40 minutos, a meio do savasana. O plano Pro elimina o limite (reuniões até 30 horas); o preço é publicado em dólares e carrega dinamicamente no site oficial, por isso confirma lá o valor atual.
Trade-off: o Zoom transmite a aula, mas não marca, não cobra e não gere packs. É a sala, não a receção.🧰 Uma ferramenta que junta loja, marcações e cursos
Em vez de 5 subscrições: página profissional, checkout MB WAY e 0% comissão. 14 dias grátis.
Experimentar a Shelf →4. Virtuagym: para estúdios, não para independentes
O Virtuagym é software de gestão para ginásios e estúdios, membros, agendamento multi-sala, apps de treino, analytics multi-localização. Aparece nesta lista sobretudo para dizer quando NÃO o escolher.
Preços: não publicados, é tudo sob orçamento, com demonstração comercial de 25 minutos como porta de entrada. Estimativas de terceiros apontam para entradas na ordem das centenas de dólares mensais para estúdios pequenos, mas são exatamente isso: estimativas, não preço oficial. Veredicto: se geres um estúdio com várias salas e instrutores, pede a demonstração e compara. Se és instrutor independente, o processo comercial em si já diz que o produto não foi feito para ti.5. Agenda de marcações: o centro nevrálgico
Aulas privadas e de grupo vivem da agenda: horários visíveis, marcação sem trocas de mensagens, lembretes. Há agendas gratuitas genéricas que resolvem a marcação, mas o critério decisivo para instrutores é um só: a agenda cobra no momento da marcação?
Uma agenda sem pagamento integrado resolve metade do problema e deixa a pior metade: as faltas. O aluno que marcou grátis à terça falta ao sábado sem custo; o aluno que pagou ao marcar, aparece. Para cobranças pontuais fora da agenda (um workshop, uma avaliação inicial), um link de pagamento MB WAY chega; para as aulas regulares, quer-se marcação e cobrança no mesmo passo.
E os packs merecem contas feitas: uma aula avulsa a €15 e um pack de 10 a €120 (€12/aula) parecem canibalizar-se, mas na prática o pack ganha três vezes, recebes €120 hoje em vez de €15 dez vezes, o aluno que pré-pagou 10 aulas cria o hábito em vez de desistir à terceira, e a tua receita do mês fica previsível. O desconto de 15–20% no pack não é generosidade; é o preço de comprar compromisso e tesouraria.
6. Shelf: marcações pagas, packs e aulas gravadas
A Shelf ataca o problema por outro ângulo: em vez de gerir o treino, gere a venda. É uma plataforma portuguesa onde um instrutor de yoga ou pilates monta uma página com: marcações com agendamento e pagamento (privados e aulas de grupo, o aluno escolhe o horário e paga por MB WAY ou cartão na hora), packs de 5 ou 10 aulas com cupões de desconto, aulas gravadas vendidas como curso online (vídeo entregue automaticamente após a compra, rendimento que não ocupa horário), e comunidade paga para desafios de 30 dias ou acompanhamento contínuo, o modelo está explicado em como criar uma comunidade paga.
Preços: €29/mês ou €99/ano, com clientes e alunos ilimitados. Trial de 14 dias (requer cartão). 0% de comissão, só a taxa Stripe. Prós: MB WAY nativo, interface PT-PT, sem escalões por número de clientes, €29 com 6 ou 60 alunos. Contras honestos: a Shelf não constrói planos de treino nem faz tracking de progresso do aluno como o Harbiz ou o My PT Hub, se o teu serviço é acompanhamento individual estruturado, esses fazem coisas que a Shelf não faz. E não transmite as aulas: o Zoom (ou o estúdio) continua a ser a sala.Tabela comparativa: ferramentas para instrutores de yoga e pilates em 2026
| Ferramenta | Preço de entrada | Clientes | MB WAY | Em português | Ideal para |
|---|---|---|---|---|---|
| Harbiz | €14/mês (anual) | 5 no Basic; 50 a €89/mês | Não anunciado | Site em PT | Acompanhamento individual |
| My PT Hub | €25/mês (3 clientes); €59 ilimitado | Ilimitados no Premium | Não anunciado | Não | Vertente treino, em inglês |
| Zoom | Grátis (40 min) / Pro pago | , | , | Parcial | Aulas ao vivo |
| Virtuagym | Sob orçamento | , | Não anunciado | Não confirmado | Estúdios multi-sala |
| Shelf | €29/mês, 0% comissão | Ilimitados | Sim | Sim (PT-PT) | Vender aulas, packs e marcações |
Veredicto por perfil
Dás sobretudo privados a poucos clientes (pilates clínico, yoga terapêutico): Harbiz Basic enquanto couberes nos 5 clientes; quando passares, compara o salto para €89 com alternativas, a essa escala, Shelf + Zoom custa €29 mais o Zoom e cobre marcações e cobrança. Dás aulas de grupo, online ou híbridas: Zoom Pro + Shelf. Marcações pagas antecipadamente, packs de 10 aulas, e as gravadas à venda como curso. É o combo com melhor relação custo/receita para grupos. Queres rendimento que não dependa do teu horário: grava um programa por tema (mobilidade matinal, pilates pós-parto, 30 dias de yoga para iniciantes) e vende-o como curso, o passo a passo está em vender cursos online. Geres um estúdio: pede a demo do Virtuagym e de concorrentes de gestão de estúdio; usa a Shelf ao lado para vender ao público (workshops, retiros, packs) sem comissão.O maior custo invisível de um instrutor não é o software, são as faltas e as horas a gerir marcações por mensagem. Resolve isso primeiro: cria a tua página de marcações pagas na Shelf, com 14 dias de trial e MB WAY incluído.
