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Zoom vs Google Meet: qual usar para consultas e aulas online

Gonçalo CanhotoGonçalo Canhoto
11 min
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Zoom vs Google Meet: qual usar para consultas e aulas online

Resposta rápida: Zoom ou Google Meet?

Se o teu trabalho é a dois — consultas, explicações individuais, mentorias — o Google Meet gratuito resolve o negócio inteiro: a página oficial afirma que, em chamadas telefónicas e reuniões individuais, "não existe limite de tempo". Se dás sessões de grupo, o relógio aparece: o Zoom Basic corta aos 40 minutos por reunião e o Meet gratuito aos 60.

Marcas comparadas neste artigo

A escolha não é "qual é melhor". É qual dos limites te morde primeiro, e quanto custa desligá-lo: Zoom Pro (30 horas por reunião, 10 GB de gravação na cloud) ou Google Workspace, que em Portugal começa em 6,80 € por utilizador/mês.

Os planos gratuitos, lado a lado

É aqui que a maioria dos profissionais independentes começa, e onde muitos podem ficar sem prejuízo nenhum.

Zoom Basic (gratuito). A página de preços lista 40 minutos por reunião e até 100 participantes. A gravação é apenas local — nada de cloud. Inclui ainda uma página de marcações pessoal, três quadros brancos editáveis e uso limitado do AI Companion.

Google Meet (conta Google gratuita). A página do produto é literal sobre o plano sem custo: "invite up to 100 participants and organize a meeting with a maximum duration of 60 minutes per meeting". E logo a seguir vem a linha que muda tudo para quem trabalha 1:1: "For calls by phone and individual meetings, there is no time limit."

Traduzido para a agenda real de um explicador ou de um terapeuta: uma sessão de 50 minutos bate no limite dos 40 do Zoom gratuito e obriga a criar um segundo link a meio do trabalho. No Meet, a mesma sessão a dois corre até ao fim sem nada a piscar no ecrã. É esta assimetria — e não a qualidade de vídeo, que é boa nos dois — que decide a maioria dos casos em Portugal.

Tabela: os planos com números e preços oficiais

PlanoDuração máximaParticipantesGravaçãoPreço oficial
Zoom Zoom Basic40 min por reunião100Só localGratuito
Zoom Zoom Pro30 horas por reunião100Local + 10 GB cloudCarrega dinamicamente: confirma em euros no site
Zoom Zoom Business30 horas30010 GB cloud por licençaConfirma em euros no site
Google Meet Google Meet (conta pessoal)60 min em grupo · sem limite a 1:1100NãoGratuito
Google Workspace Starter24 horas100Não6,80 €/utilizador/mês
Google Workspace Standard24 horas150Sim (guardada no Drive)13,60 €/utilizador/mês
Google Workspace Plus24 horas500Sim + registo de presenças21,10 €/utilizador/mês
Fontes: zoom.us/pricing, página do Google Meet e preços do Google Workspace em Portugal (valores com compromisso anual, consultados a 19 de agosto de 2026).

Uma nota de honestidade sobre o Zoom: os valores em euros são carregados dinamicamente e não ficaram visíveis nas consultas feitas para este artigo. Não vamos inventar um número — abre a página de preços e confirma o valor do Pro para Portugal antes de subscrever. Do lado da Google, os preços em euros estão na página portuguesa e são os que ficam na tabela acima.

Onde o Zoom ganha (e o mito dos breakout rooms)

  • Sessões longas de grupo. O Pro sobe a duração para 30 horas por reunião. Workshops de tarde inteira, formações e aulas de 90 minutos passam sem cortes nem links novos.
  • Gravação na cloud. 10 GB por utilizador no Pro. Para quem vende a gravação da sessão ou reaproveita a aula como produto, é a diferença entre ter um ficheiro no Drive partilhável e ter um ficheiro de 4 GB no disco do portátil.
  • Hábito do mercado. "Envio-te o link do Zoom" é frase feita. Em públicos menos tecnológicos, a app já costuma estar instalada no tablet.
  • Escala. O Business sobe para 300 participantes e o Enterprise ultrapassa os 500, com armazenamento cloud ilimitado — território de eventos, não de consultas.
Agora o mito. Muita gente subscreve o Pro convencida de que a sala de espera e os breakout rooms são funcionalidades pagas. Na tabela de comparação da página de preços do Zoom, ambas aparecem disponíveis já no plano Basic gratuito. O que compras no Pro é tempo e cloud, não controlo de sala. Se vais pagar, paga com esse argumento na cabeça — e não porque alguém te disse que "o grátis não tem sala de espera".

Onde o Google Meet ganha

  • Fricção zero. Um link, abre no browser, funciona. Para clientes que se atrapalham com instalações, isto vale cinco minutos por sessão — que numa agenda de seis consultas por dia são trinta minutos de vida.
  • 1:1 sem limite de tempo no plano gratuito. Para quem trabalha a dois, é literalmente zero euros por mês de sala.
  • Integração nativa com o calendário. Crias o evento e o link nasce com ele; os convidados recebem tudo. Se as tuas marcações vivem no Google, vê como automatizar o agendamento com o Google Calendar.
  • Preço em euros previsível. Se já pagas Workspace pelo email do domínio, o Meet "pago" já está incluído: 24 horas de duração e 100 participantes logo no Starter, a 6,80 € por utilizador/mês.

Gravar e reutilizar a sessão: onde isto fica caro

A gravação é o ponto onde os planos de entrada enganam. No Zoom, o Basic grava, mas só localmente — o ficheiro fica na tua máquina e és tu a tratar de o carregar para algum lado. A cloud (10 GB) entra no Pro.

Na Google, o efeito é mais brusco: o Workspace Starter não grava. As "gravações de reuniões guardadas no Google Drive" aparecem só a partir do Standard, a 13,60 € por utilizador/mês, que é quase o dobro do Starter. A página do produto Meet coloca no mesmo saco de funcionalidades premium a gravação, as 24 horas de duração, os até 1000 participantes, os breakout rooms e as sondagens, disponíveis "in our Google Workspace plans and Google One Premium".

Regra prática: se a gravação faz parte da tua oferta — aulas que o aluno revê, mentorias com registo, formações que depois vendes como curso — é isso, e não a duração, que define o plano que vais pagar. Quem quer transformar essas gravações num produto encontra o processo completo no nosso guia de ferramentas para criadores de conteúdo.

Na prática em Portugal: três cenários com números

Cenário 1 — explicadora de Matemática, aulas de 50 minutos, tudo 1:1. Doze aulas por semana, sempre a dois. No Zoom gratuito, cada aula bate no muro aos 40 minutos: são doze interrupções semanais e doze links novos. No Meet gratuito, a mesma aula corre até ao fim, porque as reuniões individuais não têm limite de tempo. Custo da sala: 0 €. O dinheiro poupado vale mais aplicado na parte comercial — que é o que uma agenda pensada para explicadores resolve.

Cenário 2 — psicóloga com seis consultas de 50 minutos por dia. Aqui a sala é a dois e o Meet gratuito também aguenta. A tentação de subscrever Zoom Pro costuma vir da sala de espera, que — como vimos — já existe no Basic; o problema real do Basic é a duração. Se preferes o ambiente do Zoom, o Pro resolve os 50 minutos; se preferes não pagar nada pela sala, o Meet resolve-os de graça. A discussão completa de fluxo, RGPD e política de cancelamento está em agenda online para psicólogos.

Cenário 3 — formador com workshop de 3 horas para 12 pessoas, gravado. Aqui os dois planos grátis morrem: 40 minutos no Zoom, 60 no Meet. Duas saídas honestas: Zoom Pro (30 horas por reunião + 10 GB de cloud, preço em euros a confirmar no site) ou Google Workspace Standard, a 13,60 € por utilizador/mês, que dá 24 horas, 150 participantes e gravação no Drive — 163,20 € por ano para um formador a solo. Se o workshop é de venda e não de formação, o formato muda e vale a pena ler como fazer um webinar antes de escolher o plano.

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O que nenhum dos dois faz: marcar e cobrar

Este é o buraco que o debate "Zoom ou Meet" esconde: os dois são a sala, não a caixa registadora. Nenhum deles cobra a sessão, gere packs de horas ou impede que alguém marque e não apareça. O fluxo real de quem vende tempo tem três peças:

  • Marcação — o cliente escolhe o horário sozinho, sem sete mensagens a negociar quarta ou quinta.
  • Pagamento antecipado — cobrado antes, não "depois transfiro". É a única defesa séria contra faltas, como detalhamos em marcações com pagamento antecipado.
  • Videochamada — Zoom ou Meet, e a esta altura já sabes qual.
Vale a pena saber que a Google tem cobrança de marcações, mas não na conta gratuita: a linha "Accept payments for appointments" da documentação do Google Calendar não está disponível na conta pessoal gratuita, apenas nos planos pagos. Ou seja, o combo "Meet grátis + marcações pagas do Google" não existe — ou pagas Workspace, ou usas outra ferramenta para a parte do dinheiro. Quem chega a esta conclusão costuma acabar a comparar agendas: fizemos esse trabalho em alternativas ao Calendly.

É esta peça que a Shelf trata: crias uma sessão paga, o cliente escolhe o horário na tua disponibilidade, paga por MB WAY ou cartão, e a marcação entra no teu Google Calendar já com link de Meet gerado automaticamente (se preferires Zoom, colas o teu link). Custa 29 €/mês ou 99 €/ano, com 0% de comissão sobre as sessões — pagas só a taxa da Stripe, 1,5% + 0,25 € tanto em MB WAY como em cartão. Numa sessão de 60 €, são 1,15 € de taxa: ficas com 58,85 €. Quem vende mentorias 1:1 pode ainda empacotar cinco sessões num único checkout e deixar o cliente marcar conforme precisa.

Veredicto por perfil

  • Explicadores 1:1 — Google Meet gratuito, sem hesitação. As chamadas individuais não têm limite de tempo e a mensalidade do Zoom não te compra nada que precises. Se dás explicações a sério, a página para explicadores mostra o resto do sistema.
  • Explicadores com turmas e formadores — Zoom Pro pela duração de 30 horas e pela cloud, ou Workspace Standard se já vives no ecossistema Google e queres a gravação no Drive.
  • Psicólogos, terapeutas e nutricionistas — a dois, o Meet gratuito chega e é o que menos atrito cria no paciente. Escolhe o Zoom se o teu dia é uma fila de consultas seguidas e queres controlar melhor as entradas.
  • Coaches e consultores — Meet para as sessões regulares; Zoom Pro só quando começas a fazer grupos ou a gravar sistematicamente. O contexto completo está em coaching online em Portugal e em consultoria online.
  • Quem faz webinars de venda — Zoom Pro para audiências médias; acima disso, entra-se em produtos de webinar pagos à parte, que só se justificam com eventos grandes e regulares.

Quando não usar nenhum dos dois

Há três situações em que esta comparação é a pergunta errada:

  • Se a plataforma onde ensinas já tem sala própria. Várias plataformas de explicações e de aulas trazem videochamada integrada; instalar Zoom por cima só acrescenta um passo ao aluno.
  • Se o conteúdo não precisa de ser ao vivo. Muita "aula" repetida vezes sem conta é, na verdade, um curso gravado à espera de nascer. Gravas uma vez, vendes as vezes que quiseres, e o teu tempo ao vivo passa a valer o dobro.
  • Se o problema não é a sala. Se as faltas, os atrasos e o "podemos remarcar?" são o teu verdadeiro custo, mudar de Zoom para Meet não resolve nada. Resolve-se com pagamento antecipado e confirmação automática.

Próximo passo

Decide a sala em cinco minutos com a regra deste artigo: a dois, Meet gratuito; em grupo e com gravação, paga — Zoom Pro ou Workspace Standard. Depois investe o tempo que sobra na parte que muda a faturação, que é cobrar antes de a sessão começar. Cria a tua página de sessões na Shelf — 14 dias grátis, MB WAY nativo, 0% de comissão em sessões — e deixa o Zoom ou o Meet fazerem só aquilo em que são bons: a videochamada.

Perguntas frequentes sobre Zoom vs Google Meet: qual usar para consultas e aulas online

Qual é o limite do Zoom gratuito?+

O plano Basic do Zoom permite reuniões de 40 minutos com até 100 participantes, segundo a página oficial de preços (agosto de 2026). Uma sessão de 50 minutos bate no limite e obriga a reabrir a sala. O Zoom Pro sobe a duração para 30 horas por reunião e acrescenta 10 GB de gravação na cloud.

Quanto tempo dura uma reunião no Google Meet grátis?+

A página oficial do Meet diz que qualquer pessoa com conta Google pode reunir até 100 participantes com duração máxima de 60 minutos, sem pagar. A mesma página acrescenta que, em chamadas telefónicas e reuniões individuais, não existe limite de tempo. Ou seja: a dois, o Meet gratuito não corta.

Zoom ou Google Meet para dar aulas online?+

Para explicações 1:1, o Meet gratuito chega e sobra: corre no browser, o aluno não instala nada e as chamadas a dois não têm limite de tempo. Para turmas com aulas de 90 minutos, os dois planos grátis ficam curtos e escolhes entre Zoom Pro (30 horas) ou Google Workspace, que começa em 6,80 € por utilizador/mês.

Preciso de pagar o Zoom para ter sala de espera e breakout rooms?+

Não. Na tabela de preços do Zoom, a sala de espera e os breakout rooms aparecem disponíveis já no plano Basic gratuito. O que se compra no Pro é duração (30 horas em vez de 40 minutos) e gravação na cloud (10 GB). Se decidires pagar, paga por isso, não pelas funcionalidades de sala.

Zoom ou Meet para consultas de psicologia ou nutrição?+

Tecnicamente, ambos servem para uma consulta a dois, e no Meet gratuito nem há relógio a correr. O Zoom ganha em controlo de sala quando tens consultas seguidas; o Meet ganha em fricção zero para o paciente. Nenhum dos dois trata da parte que dá dinheiro: marcação, pagamento antecipado e lembretes.

Quanto custa gravar as sessões?+

No Zoom, o plano gratuito só grava localmente; a gravação na cloud (10 GB por utilizador) entra no Pro. No lado da Google, a gravação de reuniões guardada no Drive só aparece a partir do Google Workspace Standard, a 13,60 € por utilizador/mês — o plano Starter, de 6,80 €, não grava.

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Sobre o Autor

Gonçalo Canhoto

Fundador da Shelf · Empreendedor Digital

Empreendedor português com mais de 8 anos de experiência em marketing digital e e-commerce. Criou a Shelf.pt para resolver um problema que viveu na pele: a falta de ferramentas locais para criadores portugueses venderem produtos digitais com métodos de pagamento como MBWay e cartão.

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